domingo, 2 de maio de 2010

A Família que escolhemos.

Começa de um jeito estranho. A pessoa está ali, você está aqui. De repente, vocês se precisam, riem juntos, choram juntos, trocam segredos e dizem “só você sabe disso, está bem?”
Queria achar o limite de uma amizade verdadeira. Vamos voar sem as asas até o fim.
Nos versos amadores encontramos consolo, a saída. E em um olhar sincero achamos a solução dos nossos problemas. Um abraço é a nossa passagem para uma pausa da tristeza sempre amarga.
Linhas tortas, escritas, desenhadas, lidas, choradas. Algumas meninas por muito tempo escondem-se atrás de maquiagens, canções, sorrisos falsos.
Não precisamos ser o que não queremos, não precisamos de fama.
Precisamos daquela pessoa que nos ame como somos, que acredite em nós, que diga “sim, estou ao seu lado”. E é incrível que tão imaturas e tão birrentas, encontremos esse sentimento profundo desde pequenas.
Cada palavra é uma despedida. Mas no dia seguinte meu dedo já disca seu número, já teclam palavras para você em meu computador, eu saio pra te ver feliz que você esteja lá para compartilhar. Compartilhar momentos e lembranças.
E as fotos, e as compras, e os presentes, e as brigas são apenas as coisas simples… Lá no céu brilha a mesma estrela por nós, a estrela da amizade que nos une melhor do que uma paixão, que é possessiva, dependente.
A paixão por uma pessoa cala, fere, dá ansiedade e por muitas vezes fazem chorar. Nossa amizade nos faz falar, gritar, rodopiar e sorrir.
Insana a pessoa que troca uma amizade verdadeira por uma paixão. É correto, no máximo, dividir.
Eu estarei lá até as estrelas deixarem de brilhar. Até os céus explodirem e as palavras não rimarem. Mas sem vocês, eu desisto.
Dizer que a vida passa e as pessoas também é ridiculo, encontrei aqueles que sei que serão eternos.